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Dirigentes da FIFA e UEFA enfrentam acusações por suposto crime de guerra

por futebolpress
Dirigentes da FIFA e UEFA enfrentam acusações por suposto crime de guerra

Acusações contra líderes da FIFA e UEFA

Gianni Infantino, presidente da FIFA, e Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, enfrentam acusações sérias de "auxiliar crimes de guerra" e "crimes contra a humanidade no território palestino ocupado". Essas alegações foram formalmente apresentadas em uma queixa coletiva ao Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.

Grupos envolvidos na queixa

A queixa foi protocolada por um conjunto de organizações que atuam em defesa dos direitos humanos e do esporte, incluindo o Esporte Irlandês pela Palestina, o Esporte Escocês pela Palestina, os Defensores da Paz Justa, o Observatório Euro-Mediterrâneo dos Direitos Humanos e Acadêmicos do Esporte pela Justiça na Palestina. Os grupos afirmam que tanto a FIFA quanto a UEFA têm permitido que clubes israelenses e a federação do país continuem participando de competições internacionais, apesar do conflito em curso com a Palestina.



Alegações de apoio a clubes israelenses

O comunicado emitido pelas organizações que apresentaram a queixa destaca que a FIFA e a UEFA têm proporcionado apoio financeiro e estrutural a clubes localizados em assentamentos israelenses. "Eles também fornecem apoio financeiro e estrutural a clubes de assentamentos, alguns dos quais já participaram de competições organizadas pela UEFA", afirma um trecho do documento.

Próximos passos do Tribunal Penal Internacional

Conforme informações do site "The Athletic", o Tribunal Penal Internacional (TPI) iniciará uma avaliação preliminar das alegações para determinar a viabilidade de uma investigação legal a partir da queixa apresentada. Este processo inicial é crucial para decidir se as alegações devem ser investigadas mais a fundo.

Respostas da FIFA e UEFA

Até o presente momento, tanto a FIFA quanto a UEFA não se pronunciaram publicamente sobre as acusações. Essa não é a primeira vez que tais alegações são levantadas. No ano passado, a Anistia Internacional solicitou que ambas as organizações suspendessem a federação israelense até que houvesse uma desocupação do território palestino.

Pressão internacional por ações

Além disso, a UEFA, da qual Israel é membro, tem enfrentado pressões constantes por parte de diversos países para suspender a participação dos israelenses em competições. Países como Noruega, Irlanda, Itália e Turquia têm liderado esse movimento, exigindo ações concretas em resposta à situação no território palestino.

Essas alegações e a pressão internacional sobre a FIFA e a UEFA refletem um contexto complexo e delicado, que envolve não apenas o esporte, mas também questões de direitos humanos e geopolitica na região.

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