Proposta de Punição para Atos de Racismo no Futebol
Contexto da Sugestão
Um painel da FIFA, composto por ex-jogadores, está propondo a aplicação de punições para aqueles que cobrem a boca durante discussões no futebol. Esta sugestão surgiu após mais um episódio de racismo que teve como protagonista o jogador brasileiro Vinícius Júnior, que, em várias ocasiões, tem clamado por punições severas ao jogador argentino Gianluca Prestianni.
A Opinião de Ex-Jogadores
Mikaël Silvestre, ex-zagueiro que atuou em clubes como Arsenal e Manchester United, manifestou sua opinião sobre a importância de sancionar comportamentos racistas. Para ele, a aplicação de punições é o melhor caminho para que crimes de ódio sejam tratados de forma adequada. Silvestre destacou que é difícil para um árbitro reunir provas concretas do que ocorreu durante uma partida, especialmente quando a investigação precisa ser feita rapidamente, considerando que o jogo de volta acontece em apenas sete dias.
"Se for possível provar algo (de racismo), o jogador (Prestianni) não deveria atuar. Deveria haver uma grande suspensão e ele deveria participar de um programa de educação, pois esse tipo de conduta não é aceitável", afirmou Silvestre.
O Incidente Envolvendo Vinícius Júnior
Gianluca Prestianni, que foi acusado de racismo contra Vinícius Júnior, levantou a mão em direção à boca durante uma discussão com o brasileiro, um gesto que pode ser interpretado como uma ofensa racista. Essa situação levanta preocupações sobre a efetividade das punições que podem ser aplicadas ao meia-atacante, que podem ser consideradas irrisórias ou até mesmo inexistentes.
O próprio Vinícius Júnior denunciou que o rival o chamou de "mono", que em espanhol é uma gíria pejorativa para se referir a macacos. A gravidade da denúncia foi corroborada por uma testemunha ocular, o jogador Kylian Mbappé, que confirmou que o ato de racismo realmente ocorreu e pediu por punições rigorosas para o infrator.
A Ação do Árbitro e a Reação da UEFA
Diante da situação, o árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracista, o que resultou na paralisação da partida no Estádio da Luz por um período de 10 minutos. Essa decisão foi tomada para que a situação fosse devidamente avaliada e para que as providências necessárias fossem discutidas.
Na quinta-feira, dia 19 de fevereiro de 2026, o Real Madrid anunciou que enviaria provas sobre o racismo sofrido por Vinícius Júnior. O jogador brasileiro teve um papel crucial na partida contra o Benfica, pela Liga dos Campeões, ao marcar um golaço que definiu o resultado do jogo.
Disposições do Código Disciplinar da UEFA
O artigo 14 do Código Disciplinar da UEFA estabelece que ofensas racistas são passíveis de punição severa. As sanções para tais comportamentos podem incluir uma suspensão mínima de dez partidas, ou uma penalidade equivalente, dependendo da gravidade da infração e das circunstâncias que a cercam. Essa disposição é parte dos esforços da UEFA para combater o racismo e promover um ambiente mais respeitoso e inclusivo no futebol europeu.
Considerações Finais
A discussão em torno das punições para atos de racismo no futebol continua a ser um tema de grande relevância, especialmente em um contexto onde jogadores como Vinícius Júnior enfrentam ofensas racistas em campo. A proposta de um painel da FIFA busca reforçar a necessidade de medidas mais rigorosas e efetivas no combate a esse tipo de comportamento, visando proteger os atletas e promover um ambiente de respeito e igualdade no esporte.
