Arsenal enfrenta desafios na Premier League
O Arsenal teve um desempenho notável nesta temporada, enfrentando alguns dos principais clubes da Europa e conseguindo triunfar. Sob a liderança de Mikel Arteta, a equipe superou desafios impostos por Bayern de Munique, Atlético de Madrid e Internazionale, conquistando vitórias em todos esses confrontos. Contudo, ao final do jogo contra o Brentford, que resultou em um empate, Arteta percebeu que sua equipe havia enfrentado um adversário difícil. A verdade é que esta foi uma das viagens mais desafiadoras que o Arsenal terá nesta temporada, e pode ser considerada uma das noites mais complicadas que a equipe enfrentou até agora em 2025/26.
Brentford e a evolução sob nova direção
O Brentford, por sua vez, já havia conquistado vitórias importantes nesta temporada e não demonstrou sentir a saída de Thomas Frank. Na verdade, sob a direção de Keith Andrews, a equipe parece ter alcançado um novo nível e está bem posicionada para uma possível classificação à Europa. A questão que se coloca é: realmente foi uma noite tão negativa para o Arsenal? O fato de a diferença entre eles e o Manchester City ter diminuído para quatro pontos sugere que sim. No entanto, a equipe não teve um desempenho suficientemente bom e, sem dúvida, teve sorte ao conseguir garantir pelo menos um ponto.
Desempenho do Arsenal em Brentford
Com a vitória do Manchester City sobre o Fulham na noite de quarta-feira, o Arsenal entrou em campo pressionado. A forma como lidaram com essa pressão é um ponto a ser debatido. O que não está em discussão é o nível de desempenho da equipe de Arteta. O jogo foi uma verdadeira batalha. No primeiro tempo, o Arsenal não conseguiu se impor e precisou de um incentivo no intervalo para elevar seu nível de jogo. Os primeiros 15 minutos após o recomeço foram a melhor fase da equipe durante a partida, e quando Noni Madueke marcou de cabeça por volta da marca de uma hora, parecia que poderiam aproveitar a vantagem.
No entanto, não conseguiram manter esse impulso, e um ataque final do Brentford resultou em um gol de empate. É seguro afirmar que o Arsenal experimentou um pouco do seu próprio veneno. Os anfitriões tiveram seis escanteios e inúmeras cobranças de lateral longas, o que gerou grandes problemas para a defesa do Arsenal. Antes da partida, Andrews havia destacado que as jogadas de bola parada "seriam uma parte crucial do jogo", sugerindo que sua equipe poderia criar bastante "caos" a partir dessas situações.
Michael Kayode, especialista em lançamentos longos, foi novamente o destaque, lançando a bola na área, onde foi desviado e finalizado por Keane Lewis-Potter. Foi uma jogada brilhante, mas a defesa do Arsenal não foi eficiente, mostrando-se desconfortável durante a maior parte da noite. Surpreendentemente, o Brentford não conseguiu vencer a partida. Igor Thiago teve uma grande chance negada por uma excelente defesa de David Raya no primeiro tempo e, em seguida, perdeu duas oportunidades no final do jogo. Um dos seus chutes foi bloqueado de maneira impressionante por Cristian Mosquera, enquanto outra tentativa foi disparada para longe.
Próximos desafios: Wigan e Wolves
Embora o Arsenal possa se permitir um pouco mais de tranquilidade em relação ao próximo jogo contra o Wigan Athletic na FA Cup, será necessário um desempenho significativamente melhor contra o Wolverhampton na próxima quarta-feira, no Molineux.
Melhorias necessárias contra o Wolverhampton
Embora seja improvável que Arteta faça mudanças drásticas para o confronto que ocorrerá em menos de uma semana, ele precisa encontrar soluções para criar e marcar gols com mais regularidade. Contra o Brentford, a equipe conseguiu criar apenas uma "grande chance" durante toda a partida, uma estatística que ilustra as dificuldades enfrentadas pelo ataque em Londres Ocidental. A fonte dessas dificuldades foi, sem dúvida, Eberechi Eze. Ele recebeu sua primeira titularidade na Premier League desde o jogo contra o Wolves em 13 de dezembro e, infelizmente, não foi capaz de se destacar.
Essa tem sido a narrativa da carreira de Eze no Arsenal até o momento. Embora tenha se destacado com um hat-trick memorável no clássico contra o Tottenham, esse momento brilhante tem sido uma exceção em sua trajetória até agora. Sua atuação na quinta-feira resumiu bem seu tempo no clube. Ele teve dificuldades para se envolver com a partida, não se apresentou como uma opção viável e não conseguiu oferecer a criatividade que o Arsenal tanto necessitava.
Estatísticas de Eze contra o Brentford
Durante os 45 minutos em que esteve em campo, Eze teve um desempenho que deixou a desejar:
- Minutos jogados: 45
- Toques na bola: 17
- Toques na área adversária: 1
- Passes precisos: 9 em 11 (82%)
- Chances criadas: 0
- Chutes: 0
- Duelo no chão vencidos: 2 em 4
- Duelo aéreo vencidos: 0 em 1
- Assistências esperadas (xA): 0.02
Devido ao seu desempenho abaixo do esperado, Eze foi substituído antes do intervalo e não voltou para o segundo tempo, sendo substituído por Martin Odegaard.
Durante seu curto tempo em campo, o internacional inglês conseguiu apenas nove passes precisos, tendo menos toques (17) do que o goleiro David Raya (48). A falta de intensidade foi evidente, e o escritor Connor Humm, que cobre o Arsenal, resumiu a situação ao afirmar: "Eze anda em campo como Ozil. Isso é aceitável se você for tão bom quanto Ozil, mas ele está longe disso." O que mais preocupou foi sua falta de ameaças; o ex-jogador do Crystal Palace não conseguiu criar nenhuma passe decisiva e não arriscou nenhum chute a gol.
Eze precisa impor sua presença nas partidas, ou senão seu sonho de infância de jogar pelo Arsenal pode se esgotar rapidamente. O problema para Arteta é que Odegaard também não tem se destacado, enquanto sua opção preferida em partidas recentes, Kai Havertz, ficará fora por algumas semanas devido a uma nova lesão muscular. Não há necessidade de o Arsenal entrar em pânico sobre sua posição neste momento. A equipe ainda está em uma posição favorável para conquistar o título da Premier League, mas precisa de atuações muito mais consistentes de seu ataque para alcançar esse objetivo. Neste momento, parece ser hora de retornar a Odegaard e deixar Eze no banco.
