MPF investiga utilização de propriedades de Ronaldinho Gaúcho em operação milionária

Investigação aponta uso de imóveis de Ronaldinho em manobra financeira do Banco Master

Dois terrenos pertencentes a Ronaldinho Gaúcho foram alvo de investigação pelo Ministério Público Federal, após serem utilizados como garantia em uma operação financeira no valor de R$ 330 milhões, relacionada ao Banco Master. Este banco foi liquidado de forma extrajudicial pelo Banco Central do Brasil. Informações indicam que essa movimentação financeira ocorreu sem o conhecimento do ex-jogador sobre a emissão dos títulos.

Detalhes da operação

O foco da investigação está na inclusão dos imóveis em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Esses certificados são instrumentos utilizados para captar recursos com base em créditos do setor imobiliário. No caso em questão, a Base Securitizadora realizou a emissão dos CRIs em agosto de 2023, direcionando os títulos à S&J Consultoria, com lastro nas áreas que pertencem ao ex-atleta.

Vale destacar que o Banco Central tomou a decisão de liquidar o Banco Master em novembro de 2025, após identificar altos custos de captação e a exposição do banco a investimentos considerados arriscados. Além disso, o Bacen constatou uma grave crise de liquidez na instituição e diversas violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

Mandados autorizados

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. As investigações revelam que o volume de CRIs sob suspeita pode alcançar a cifra de R$ 1 bilhão. A operação está relacionada a um esquema mais amplo de manipulação financeira que envolvia a utilização de imóveis como garantias sem um lastro efetivo.

O que diz a defesa de Ronaldinho?

Os representantes legais de Ronaldinho Gaúcho afirmam que a operação ocorreu sem o consentimento do ex-jogador. Eles sustentam que a negociação imobiliária que deu origem às tratativas foi encerrada antes da emissão dos papéis. De acordo com os advogados, o projeto não avançou devido a diversas complicações, como a falta de licenças ambientais e pendências relacionadas ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos terrenos.

Esse aspecto é relevante para entender por que a investigação despertou o interesse dos promotores. Segundo o Ministério Público Federal, os recursos captados por meio dos CRIs não foram direcionados para o financiamento de empreendimentos imobiliários. As apurações revelam que Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, redirecionava os valores para fundos associados à própria instituição e à gestora de investimentos Reag.

Operações do Banco Master

Ainda conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo, as investigações indicam que o Banco Master atuava como o único cotista do Fundo City 02. Por meio deste fundo, o banco concedia empréstimos a pessoas jurídicas, que, em seguida, repassavam quase a totalidade dos valores a fundos administrados pela Reag. Assim como ocorreu com o Banco Master, a gestora de investimentos também foi liquidada posteriormente pelo Banco Central.

Negócio não sai do papel

No caso específico que envolve Ronaldinho, os terrenos foram usados como garantia em uma emissão de R$ 330 milhões em créditos estruturados. As áreas estavam destinadas a empreendimentos imobiliários, no entanto, os advogados do ex-jogador afirmam que o negócio não se concretizou.

O advogado Maurício Haeffner declarou: “As parcerias imobiliárias com o grupo do Ronaldinho não foram para frente por desacordo comercial.” As empresas União do Lago e Melk, que participaram das negociações iniciais, também confirmaram que as tratativas não prosperaram.

Conclusões da investigação

O Ministério Público Federal afirma que a utilização dos imóveis sem um lastro efetivo fazia parte de uma manobra para melhorar os indicadores financeiros do Banco Master. Essa prática, segundo os investigadores, buscava elevar a credibilidade da instituição no mercado, a fim de atrair novos investidores. Além disso, foi mencionado que a prática recorria a imóveis de “fachada”, o que levanta preocupações sobre a integridade das operações financeiras realizadas pelo banco.

As investigações continuam em andamento, e os desdobramentos podem trazer novas revelações sobre o envolvimento de Ronaldinho e a situação do Banco Master.

Related posts

Cristiano Ronaldo considera deixar o Al-Nassr e analisa novas oportunidades para sua carreira

Bragantino e Atlético-MG: Acompanhe o Jogo AO VIVO com a Voz do Esporte às 17h30

Guia Completo: Onde Assistir, Escalações e Detalhes da Arbitragem

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade. Leia Mais