Sindicato dos Jogadores Alerta para a Falta de Transparência da FIFA e a Prioridade Excessiva por Lucros

Presidente da FifPro, Sérgio Marchi, faz balanço de 2025 e afirma que entidade não cumpriu promessas de melhorias no futebol mundial

O presidente da FifPro, sindicato mundial que representa jogadores de futebol, Sérgio Marchi, divulgou nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, um comunicado no qual expressa críticas contundentes à Fifa. Durante a apresentação do balanço do ano, Marchi alegou que a entidade máxima do futebol não cumpriu as promessas de melhorias para o esporte, uma vez que tem se concentrado apenas em aumentar suas receitas, desrespeitando os atletas.

Críticas à Fifa

Marchi afirmou que, ao final de 2025, o futebol mundial continua a apresentar os mesmos problemas que foram apontados há anos. Ele mencionou que, apesar das promessas e dos discursos feitos pela Fifa, que pareciam sinalizar o início de uma nova fase, na realidade, tudo não passou de "palavras vazias" e "anúncios sem conteúdo". "Nada mudou. As mesmas injustiças, os mesmos abusos, a mesma falta de respeito com os jogadores e jogadoras, os verdadeiros protagonistas deste esporte", declarou.

Condições dos Jogadores

O presidente da FifPro destacou ainda a realidade das "temporadas intermináveis" e as "viagens extenuantes" enfrentadas pelos atletas, que muitas vezes se veem em situações em que têm que jogar em intervalos de três dias ou até menos. Marchi também comentou sobre o novo Mundial de Clubes realizado nos Estados Unidos, enfatizando que os atletas estão arriscando sua integridade física e mental, e em muitos casos, não recebem salários adequados.

"O que vimos no último Mundial de Clubes, realizado nos Estados Unidos, foi um torneio estruturado para maximizar receitas, sem considerar o sofrimento dos jogadores ou dos torcedores. Não há planejamento nem respeito. Apenas uma obsessão pelas receitas econômicas", ressaltou.

Soberania da Fifa

Marchi finalizou suas críticas afirmando que a Fifa continua a atuar com uma postura soberba, sem escutar ou dialogar com os envolvidos no esporte. Ele destacou que, em vez de abrir espaço para a participação de todos os setores que compõem a indústria do futebol, a entidade opta por discriminar e excluir.

A declaração de Sérgio Marchi reflete uma crescente insatisfação em relação à administração da Fifa, ressaltando a necessidade de uma reformulação nas práticas que regem o futebol mundial.

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