Trama golpista: início do julgamento sem a presença dos réus
Abertura do julgamento
Tratado com prioridade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e reconhecido internacionalmente como um feito histórico, teve início nesta terça-feira, dia 2, o julgamento de Jair Bolsonaro, filiado ao PL, juntamente com sete de seus aliados. Esta ação penal investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. O primeiro dia de julgamento foi marcado pela ausência dos réus, discussões acaloradas entre advogados e ministros, além da firmeza demonstrada pela Corte durante os pronunciamentos.
Detalhes da Ação Penal
O julgamento que começou nesta terça-feira se refere à Ação Penal 2668, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados enfrentam acusações. As investigações incluem tentativa de golpe de Estado, formação de organização criminosa, danos ao patrimônio público, entre outros crimes. Nesse contexto, Jair Bolsonaro é apontado como o líder e principal beneficiário da suposta trama golpista.
Estrutura das sessões
O processo será composto por um total de oito sessões, sendo que duas delas ocorreram no mesmo dia de abertura. A primeira sessão se deu das 9h às 12h, iniciada pelo ministro Cristiano Zanin, que preside o colegiado responsável pelo julgamento. Após essa abertura, o relator Alexandre de Moraes leu o relatório que detalha o caso, seguido por uma apresentação do procurador-geral Paulo Gonet, que reforçou as acusações durante uma hora.
A partir das 14h, as defesas dos réus começaram a ser apresentadas. Os advogados tiveram um tempo estipulado de uma hora para fazer suas sustentação orais. Neste primeiro dia, as defesas apresentadas foram de Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier e Anderson Torres.
Continuação do julgamento
A previsão é que o julgamento prossiga com as defesas restantes, que incluem os advogados de Augustro Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Somente após todas as defesas terem sido apresentadas, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal irão começar a proferir seus votos. Essa sequência terá início com o voto do relator Alexandre de Moraes, seguido pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.