Chelsea encerra janela de transferências com recorde de arrecadação
O Chelsea finalizou a janela de transferências do verão europeu com números históricos, não pela quantia gasta, mas sim pelo montante arrecadado com as vendas de jogadores. O clube londrino gerou uma receita de 332 milhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 2,1 bilhões, estabelecendo um novo recorde na Premier League. O Bournemouth, sob a direção de Andoni Iraola, ficou em segundo lugar entre os clubes que mais faturaram, com um total de 238 milhões de euros, valor que inclui a transferência de Dean Huijsen para o Real Madrid.
Negociações intensas
A diretoria do Chelsea se empenhou em negociar jogadores que não estavam nos planos do técnico Enzo Maresca. No total, 17 atletas deixaram o clube durante essa janela. A venda que mais se destacou foi a de Noni Madueke, que foi transferido para o Arsenal por 56 milhões de euros. Outros jogadores que renderam valores significativos foram Christopher Nkunku, vendido ao Milan por 37 milhões de euros, e João Félix, que se transferiu para o Al-Nassr por 30 milhões de euros.
Principais vendas do Chelsea
As principais vendas do Chelsea durante a janela de transferências foram:
- Noni Madueke (Arsenal) – 56 milhões de euros
- Christopher Nkunku (Milan) – 37 milhões de euros
- João Félix (Al-Nassr) – 30 milhões de euros
- Djordje Petrovic (Bournemouth) – 28,9 milhões de euros
- Lesley Ugochukwu (Burnley) – 28,7 milhões de euros
- Dewsbury-Hall (Everton) – 28,6 milhões de euros
- Renato Veiga (Villarreal) – 24,5 milhões de euros
- Armando Broja (Burnley) – 23 milhões de euros
- Carney Chukwuemeka (Dortmund) – 20 milhões de euros
- Nicolas Jackson (Bayern, empréstimo) – 16,5 milhões de euros
- Mathis Amougou (Estrasburgo) – 14,5 milhões de euros
- Bashir Humphreys (Burnley) – 14 milhões de euros
- Kepa Arrizabalaga (Arsenal) – 5,8 milhões de euros
- Marcus Bettinelli (Man. City) – 2,4 milhões de euros
- Alfie Gilchrist (West Bromwich) – 2,3 milhões de euros
- Ben Chilwell (Estrasburgo) – livre
- Lucas Bergström (Mallorca) – livre
O total arrecadado foi de 332,2 milhões de euros.
Empréstimos e estratégias futuras
Um dos destaques da janela foi a saída de Nicolas Jackson, que foi emprestado ao Bayern de Munique por 16,5 milhões de euros. Este valor representa um dos mais altos já registrados para esse tipo de operação e inclui uma opção de compra obrigatória de 65 milhões de euros, podendo elevar o total a quase 80 milhões de euros.
Assim, o Chelsea encerra a janela de transferências com um saldo positivo, que era o principal objetivo da diretoria e dos proprietários do clube. A equipe precisava equilibrar as contas para registrar seus novos reforços na Liga dos Campeões, evitando assim possíveis punições da UEFA, que impediriam a inscrição de jogadores em caso de déficit financeiro.
Além disso, o valor arrecadado poderia ter sido ainda maior se a transferência de Tyrique George para o Fulham tivesse sido concretizada. O clube estava disposto a pagar cerca de 30 milhões de euros pelo jovem atleta, que foi formado nas categorias de base do Chelsea.
Jogadores emprestados
Além das vendas, o Chelsea também aproveitou a oportunidade para ceder quatro jogadores a outros clubes, permitindo que eles ganhassem experiência em novas equipes. Mamadou Sarr, Mike Penders e Kendry Páez foram emprestados ao Strasbourg, enquanto o zagueiro argentino Aarón Anselmino foi cedido ao Borussia Dortmund.
Por fim, alguns jogadores que não estavam nos planos da diretoria, como Raheem Sterling, Axel Disasi e Benoit Badiashile, permanecem no Chelsea. Contudo, há a possibilidade de que esses atletas sejam negociados com clubes fora da Europa, uma vez que o mercado de transferências continua aberto em outras regiões, incluindo equipes da Arábia Saudita.
