ORLANDO ANTUNES

O futebol sempre teve figuras folclóricas , entre técnicos, dirigentes, árbitros e até jogadores. Querem alguns nomes/ técnico Yustrich , árbitros Margarida, Armando Marques, Sansão, Agomar, Cabelada e Boschilla. Dentre os presidentes, Vicente Matheus do Corinthias era o maior deles. Certa vez ele perguntou quanto custava para contratar o tal do entrosamento. Além de dizer que uma meia dúzia de 3 ou 4 estavam lhe  criticando.

Porém, nos corredores da CBD (hoje CBF), quando ainda funcionava na Rua da Alfândega 70 no centro histórico e antigo do Rio de Janeiro; uma figura esquisita abordava todos que chegavam na entidade. Era um nordestino chamado de Robério, mas que era conhecido como "Gata mansa". Ele sempre se apresentava para oferecer " facilidades".

Com bom trânsito na CBD, Gata Mansa " dava jeito" para acelerar registro de contratos de jogadores ( hoje é tudo via online), pois na época era preciso levar pessoalmente para o registro, pois nem BID existia. Além disso; Gata Mansa reservava hotéis para as diversas delegações, bem como indicava restaurantes. Claro que com tudo isso, o senhor Robério morava e comia de graça no Rio de Janeiro.

Na arbitragem, o esperto, porém malandro Gata Mansa " cansou" de vender árbitros para clubes, sempre pegando dinheiro adiantado, mas sem nunca ter "comprado" ninguém. Sempre jogando com a sorte, ele mantinha a credibilidade com os dirigentes, devolvendo o dinheiro caso o resultado não tivesse de acordo. Eu juro que é verdade, pois o conheci pessoalmente no Rio de Janeiro e até comemos juntos no "Bêco da Fome".

Fonte: Redação