ORLANDO ANTUNES

Muitos dirigentes assumiram determinados clubes de futebol , que por força da "quebradeira" , acabaram virando apenas times. Não vou me referir ao caso mais recente no futebol paulista, onde o Mogi-Mirim pagou o "mico" com W.O inusitado na série C , tudo por falta de pagamento de salários de seus jogadores. Até o ônibus do time ficou penhorado num posto de gasolina.

Vou falar especificamente do futebol mato-grossense. No caso em tela, me refiro ao Mixto, Dom Bosco e CEOV , sem falar no genérico Operário FC Ltda. Por partes, falo primeiro do Mixto e me lembro de sua tradição e imensa torcida, além da sede da Getúlio Vargas que foi leiloada por uma "bagatela", para pagar dívidas trabalhistas. Depois veio Eder Moraes com seus milhões e gastou à rodo, apenas para lavar dinheiro. Hoje o "Tigre" não tem sede, não tem clube e nem time tem. Sobraram umas "surradas" camisas velhas.

No Dom Bosco, desde a época de Joaquim de Assis , quando era imbatível em campo e ainda tinha a sede mais glamorosa no centro de Cuiabá. Ali era o point do Carnaval de Cuiabá e dos grandes bailes. Toda a festa de formatura e outros eventos eram ali realizados. Aos sábados era tradicional a feijoada. Tudo para angariar fundos e sustentar o time. Foi uma época de ouro. Hoje a sede abriga sapos em sua piscina abandonada e o prédio está deteriorado.

O Operário Várzea-Grandense, de Rubens dos Santos, que também teve momentos épicos, não fugiu à regra. Sua sede no centro de Várzea Grande, foi partilhada em lotes e vendida para pagar credores. Era uma quadra inteira, onde até hoje funciona o Big Lar e outras tantas lojas ao seu redor. Sobrou um pedacinho que está nas mãos( ou testas) de ex-dirigentes. O time passou para as mãos de um tal de Gaúcho , que por incompetência de gestão afasta o time das competições .

Do Operário FC Ltda, também chamado de genérico , foi parar nas mãos do empresário carioca Sebastião Vianna. Ele nunca montou um time de verdade , apenas arrendou o clube para vários aventureiros e já caiu duas vezes para a segundona. Mas o que interessava ao Viana, também conhecido como "Chacrinha" , era o CT do Carrapicho. Não sei como e nem quero saber a maneira com que ele conseguiu documentar uma área de 5 hares tão rápido.

Pra finalizar, vou me referir à FMF-Federação Mato-grossense de Futebol , agora presidida pelo empresário Aron Dresch. Desde que assumiu em lugar de João Carlos de Oliveira, o novo presidente nem a "fachada" do prédio pintou. Na mudou nos corredores estreitos e escuros daquela casa.

Por falta de gestão, a FMF não será capaz nem de promover a chamada "segundona". Apenas o Poconé e o Ação querem disputar a competição. Mas não haverá e o prêmio será guinda-los direto para a primeira divisão de 2018. Uma das primeiras medidas de Dresch , foi "arrochar" os times falidos , cobrando contas impagáveis. Sem caixa , a casa do futebol não tem recursos para financiar, ou ajudar ninguém.

Afinal; estes e outros tantos que passaram por aqui ou acolá , são ou não os verdadeiros "coveiros " do futebol ? Ou eu estou errado ?

Fonte: Redação