ÉRICA COSTA



Não são poucos os personagens do mundo da bola envolvidos nas delações da Odebrecht. Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e responsável pela construção da Arena, teria recebido R$ 3 milhões em caixa 2 para a campanha de deputado pelo PT. Vicente Cândido, diretor da CBF e sócio de Del Nero, R$ 50 mil para facilitar financiamentos para Itaquera. Também são muitas as denúncias de superfaturamento nas obras da Copa e da Olimpíada. Mas um personagem saiu dessa história com uma espécie de "atestado de idoneidade", o senador Romário, que teve o pedido de inquérito arquivado no STF. Segundo o delator Cláudio Melo Filho, a empreiteira chegou a cogitar de contribuir para a campanha do Baixinho, o que foi descartado após críticas públicas que ele fez à construção dos estádios, inclusive posando para fotos com a marca da empreiteira como pano de fundo.

Nem diabo, nem anjo

Nem uma coisa nem outra é definitiva. No caso de Andrés, Cândido, de governadores e prefeitos que comandaram as obras dos estádios, mais do que depoimentos gravados é preciso que se formem as provas, que de construa uma acusação sólida e que sejam condenados. No caso de Romário, num cenário em que a cada dia surgem novas e escabrosas histórias, nada garante que algo – tomara que não – ainda possa surgir contra ele. Conclusões precipitadas não podem lançar reputações ao fogo do inferno nem abrir as portas do céu aos anjos de ocasião. Essa deve ser a regra.

Fonte: Redação