ÉRICA COSTA


"Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”, disse Jesus a um grupo de fariseus que queriam apedrejar Maria Madalena, acusada de prostituição. Como a maioria tinha culpa no cartório da vida, ninguém se atreveu a praticar o exercício arbitrário das próprias razões – e a mulher escapou da fúria de seus algozes.

E por que recorremos àquela lição? Porque hoje, no futebol, não são todos que podem atirar a primeira pedra, sobretudo porque os catões também cometem seus pecados e pecadilhos. E o futebol é vítima disso.

SUSPEITA DE LAVAGEM
Agora descobriram que existe lavagem de dinheiro no futebol. E a bola da vez, com muita sutileza dos catões é o Palmeiras e seu milionário patrocinador. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas se hoje alguns que levantam suspeitas, cabe às autoridades apurar e punir a quem de direito.

Aliás, o Palmeiras viveu a lavagem de dinheiro da Parmalat. Os que colocam a voz de seu coração como torcedor nas suas opiniões nunca disseram um pingo de verdade por trás daquilo que a Parmalat fazia, não só aqui mas em alguns países da América Latina e até na própria União Soviética.

Certa vez, num jantar com Luís Gonzaga Belluzzo – o homem que trouxe o leite para o Palestra Itália, com apoio de um sobrinho de Delfim Neto, perguntei-lhe porque, mesmo com a saída da Parmalat, o balanço do Palmeiras acusava um débito de 100 milhões – e no balanço da Palmeiras S.A. – parte do esquema, mais o uso do próprio Paulista de Jundiaí para acerto de caixa – a Sociedade Esportiva Palmeiras se creditava em 100

Fonte: Redação