JORGE MACIEL


‘Não é zebra, é galo’ dizia a faixa da torcida do Sinop que lotou o estádio Gigante do Norte, nesta noite, no duelo entre o time local e o poderoso Fluminense, finalista da Taça Guanabara. Mas o campeão de 2007 soube reagir. Saiu perdendo, mas virou o placar no segundo tempo, ganhando por 3 a 1. Na próxima fase vai enfrentar o Criciúma.

No banco de reservas, um duelo de amigos. De um lado o consagrado Abel Braga. De outro, Marcos Birigui, ex-goleiro revelado pelo Guarani e que atuou muitos anos no Santa Cruz, inclusive quando foi campeão pernambucano sob o comando de Abel. É a terceira vez que Sinop disputa a Copa do Brasil. No domingo, o Fluminense vai decidir, em jogo único, a Taça Guanabara contra o rival Flamengo.

SÓ DEU SINOP
Fazendo o ‘jogo da vida’ o time da casa não poupou energia. E impôs um ritmo forte e intenso desde os primeiros minutos, diante de um Fluminense completa mas bem fora de sintonia. Demorou para o time carioca perceber a aceleração do mandante, apoiado por sua torcida num acanhado estádio.

O resultado de todo este cenário foi a supremacia do time da casa. Primeiro, pela vontade, depois pela violência utilizada na marcação. Mas para chegar ao primeiro gol, aos 17 minutos, o Sinop contou com a falha de Orujuela que saiu errado e perdeu a bola para Alex. O atacante entrou na área, teve calma e tocou rasteiro entre as pernas de Júlio César.

Aos 24 minutos, o time da casa perdeu a chance de ampliar. Num contra-ataque, dois contra dois, Andrezinho virou o jogo para Jorge Preá que mesmo sozinho bateu por cima do travessão. O Fluminense ainda parecia assustado. Tanto que aos 27 minutos levou outro susto. Andrezinho chutou forte de fora da área e Júlio César espalmou, numa grande defesa.

O Fluminense só ameaçou aos 32 minutos, quando Richarlison recuperou a bola da defesa e chutou forte para a defesa,e m dois tempos, de Naldo. Para evitar o avanço do time carioca, a defesa do Sinop usou muita violência, com faltas até perigosas. O árbitro aplicou três amarelos, mas poderia ter expulsado alguém.

MUDANÇA ARROJADA
Na volta para o segundo tempo, Abel Braga não mostrou medo. Pelo contrário, foi arrojado. Tirou o lateral-esquerdo Léo para a entrada do atacante Marquinhos Calazans.

Com menos de um minuto, o time carioca já chutou firme no gol com Sornoza. Deu a impressão de que seria um jogo típico de ataque contra defesa. Aos sete minutos saiu o esperado empate. Sornoza cobrou falta na frente da área e o goleiro Naldo foi para a defesa com a mão mole. Gol, tudo igual, 1 a 1.

A partir daí, só deu Fluminense. A virada aconteceu numa penalidade máxima cometida por Maranhão em cima de Richarlison. Na verdade, por baixo, com uma rasteira após chegar atrasado no lance. Aos 27 minutos, com paradinha, Henrique Dourado deslocou o goleiro e fez 2 a 1. O terceiro saiu num chute de fora da área de Sornoza, aos 37 minutos. O goleiro Naldo, outra vez, ficou procurando a bola no alto.

Fonte: Redação