JORGE MACIEL

Fui criticado por muito  tempo – anos mesmo ! – ao ter sempre me referido à indiferença dispensada pelos prefeitos de Cuiabá no que tange o Dutrinha. Desde o governo Dante de Oliveira, consequentemente da gestão de Roberto França, o Dutra dá sinais de que um dia iria implodir, num fenômeno corrosivo que se passa de um a outro gestor. Dou desconto a França, pois o Verdão, covardemente banido (ao custo de 36 milhões só para pô-lo ao chão) ainda servia – e bem – para eventos do Estadual e outras competições regionais e nacionais do futebol profissional.

O prefeito Wilson Santos – que usou do Dutrinha para seus projetos pessoais e demagógicos com o futebol ao fundo, nunca pôs uma lâmpada em um banheiro do quase centenário [65 anos[ estádio. O prefeito Chico Galindo recebeu o estado por 1 milhão de reais da Federação Mato-grossense de Futebol, que passou ao falecido Júlio Pinheiro, que o dinheiro escorreu pela drenagem e nunca mais foi visto.

O prefeito Mauro Mendes, o ex-governador Silval Barbosa – hoje trancafiado no Carumbé -, nada fizeram. Blairo Magi chegou a exibir uma planta do minicomplexo esportivo Dutrinha. Ficou no papel.

No fim do ano passado, o governador Pedro Taques liberou R$ 500 mil para uma pequena reforma, já que era possível sediar jogos do Campeonato Estadual com menor custo – para o Estado e para a população – além do fato de que o Dutra é um estádio central e, assim mais fácil de atrair torcedores.

Nesta sexta-feira, trincas expuseram – com vazamento de um pequeno chuvisco – os riscos de desmoronamento. E isso aconteceu neste sábado 18 de fevereiro. Vamos aguardar para que o prefeito Emanuel Pinheiro tome desse conserto que deve vir o motivo para aplicar os 500 mil reais e concluir uma reforma. Se o fizer, haverá sido, no futuro, o único que teve decisão e fez o que tinha que fazer.

Fonte: Redação