JORGE MACIEL


Já vão longe aqueles tempos em que os clubes de futebol da Capital mandavam nos campeonatos, eram organizados e, por consequência, temidos pelos times do chamado interior. Nos outros estados é dos chamados “grandes da Capital” a hegemonia nos campeonatos.

Detentor de 24 títulos estaduais e um dos mais antigos clubes de Mato Grosso, o Mixto levou seu último caneco em 2008, ao vencer o União numa decisão histórica no Luthero Lopes. De lá para cá, só sal e vexames. Nos dias de hoje, amarga a lanterna do campeonato e corre o risco de cair para a Segundona, num desrespeito dos atuais dirigentes à história e tradição mixtenses.

O Operário, outro gigante do passado, ficou mais próximo em termos de disputa, nos últimos anos, foi em 2010, quando, também contra o União, ficou com o vice-campeonato. Em situação um melhor que o Mixto, o Operário depende das próprias pernas e combinações de resultados para se classificar no Estadual deste ano.

Em se tratando da Capital, a única boa exceção dos times locais é o Cuiabá EC, que tem o tetracampeonato, mesmo fundado em 2003. É extremamente organizado, faz projeções e planejamento, enfim, se porta como time grande. Na atualidade, o Cuiabá disputa a Copa do Brasil, a Copa Verde [pela qual foi campeão em 2015], o Brasileiro da Série C e lidera a sua chave no Estadual. Jogou a Sul-americana em 2016.

Melhor é o Luverdense, clube com 13 anos e melhor ranqueado pela CBF. Do interior, de Lucas do Rio Verde, cidade com cerca de 50 mil habitantes, o LEC é exemplo de organização e de performance. Na atualidade, disputa a Copa do Brasil, Copa Verde, Brasileiro da Série B e o Estadual, onde é líder colado no Sinop, este, que, aliás, é outra boa referência do interior. Tem dois títulos na década de 90, mas resolveu investir para chegar. Foi vice-campeão em 2016 e agora é um dos favoritos ao título.

Ainda sobre os “grandes” de Cuiabá, o Dom Bosco também rasteja, mergulhado, como Mixto e Operário, no conceito amador de se fazer futebol.

Fonte: Redação