Campeão da Conmebol, em 1994, e do Campeonato Paulista, em 1998, Bordon visitou o Centro de Treinamento da Barra Funda nesta quinta-feira (26) e reencontrou um grande amigo: Rogério Ceni. O ex-zagueiro acompanhou as atividades comandadas pelo treinador nesta manhã e recordou momentos marcantes de sua passagem pelo clube.

“Muito legal poder voltar ao CT e recordar a passagem que tive por aqui. Cheguei jovem ao São Paulo, com 16 anos de idade, e saí para o futebol alemão aos 22 anos. Conquistei títulos e tive a oportunidade de trabalhar com grandes jogadores e treinadores. E reencontrar o Rogério é especial, porque crescemos juntos. Eu estava presente quando ele marcou o seu primeiro gol, fomos campeões da Conmebol e temos muitas histórias”, afirmou o ex-atleta.

No período em que defendeu o Tricolor, Bordon disputou 238 partidas: 106 vitórias, 70 empates e 62 derrotas, além de ter balançado as redes oito vezes. “O São Paulo representa um pedaço da minha vida, porque vivi muitas coisas aqui. Cheguei ao clube em um momento de transição, após as equipes vitoriosas de 1992 e 1993, e passamos por uma reestruturação. Demorou um pouco para entrosar o time, porque a cobrança era grande, mas com o tempo a gente conseguiu se firmar. Conquistamos o Paulista de 1998 e ganhamos mais confiança”, recordou o defensor, que tem um sentimento especial pela conquista da Conmebol de 1994.

O Expressinho, time de juniores e reservas do clube que disputava as partidas e torneios amistosos quando o time titular não estava disponível, foi responsável por revelar os então garotos Rogério Ceni, Juninho Paulista e Denílson. Para ficar com o troféu do torneio, o São Paulo fez ótima campanha e deixou grandes adversários para trás. Na primeira fase, após dois empates sem gols, o Tricolor eliminou o Grêmio nos pênaltis.

Nas quartas de final, a vitória sobre o Sporting Cristal-PER por 3 a 1 na ida, com gols de Juninho Paulista, Caio e Denilson, e o empate por 0 a 0 no Peru garantiram a classificação dos brasileiros. Já na semifinal, o arquirrival Corinthians ficou frente a frente com o Tricolor. Na ida, no Pacaembu com mando dos corintianos, triunfo são-paulino por 4 a 3, com gols de Juninho Paulista (3) e Catê.

Na volta, no Morumbi, derrota do São Paulo por 3 a 2 e vaga garantida nas penalidades máximas. Então, no dia 14 de dezembro de 1994, ocorreu a primeira partida da final contra os uruguaios. No Morumbi, Catê (3) e Caio (2) comandaram a goleada sobre o Peñarol por 6 a 1, que ainda contou com gol de Toninho. Os rivais até venceram na volta, por 3 a 0, mas não conseguiram impedir a primeira conquista são-paulina.

“A conquista da Conmebol me marcou bastante, porque era um time formado por garotos. A gente sempre entrava dançando e cantando no vestiário, mas nossa equipe tinha responsabilidade dentro de campo. Goleamos o Peñarol na decisão, e isso me marcou muito, porque o time deles era a base da Seleção Uruguaia na época. O São Paulo foi o clube que me deu mais prazer em jogar futebol, porque todos queriam estar dentro de campo. O Telê Santana cobrava bastante, sempre em busca da perfeição, e por isso muitos garotos daquela época vingaram no time principal”, relembra Bordon, que agora está na torcida pelo amigo Rogério Ceni.

“Eu não tinha dúvida de que ele seguiria no futebol após parar de jogar, porque o esporte precisa de profissionais como ele. O Rogério é forte mentalmente, tem caráter e muita experiência. Ele não poderia ficar longe do futebol, principalmente do São Paulo. Ele tem muita coisa para passar aos jogadores, e estou contente que ele escolheu este caminho. Tenho certeza de que o time terá uma trajetória vitoriosa com ele”, finalizou.

Fonte: Redação